É o primeiro projeto 100% corporativo da gestora — antes ela só tinha tido uma experiência pontual com uma laje comercial no Copan.
A aposta é que a região (Baixo Augusta, Consolação e República) já ganhou moradia, gastronomia e cultura, mas ainda carece de oferta corporativa — a ponto de grandes consultorias nem monitorarem estoque, vacância ou preços por ali. A comparação mais próxima é a Av. Paulista, onde a vacância está abaixo de 3% e o aluguel gira em R$ 140/m² (dados da Cushman & Wakefield). A expectativa da Ilion é fechar contratos entre 50% e 65% desse patamar.
O prédio, batizado Edifício Consolação, já está com metade das lajes locadas, e 8 das 10 lojas do térreo em processo de locação, com foco em gastronomia, cultura e serviços. As lajes têm mil m² e 20 vagas por andar — algo raro na região, geralmente marcada por conjuntos menores. O público-alvo inclui startups, empresas de tecnologia e "indústrias criativas" (agências, moda, arquitetura/design).
A obra deve terminar no fim de 2027 e o projeto está em fase de aprovação no programa municipal Requalifica Centro.
A gestora negocia o mandato de comercialização com uma grande consultoria e mira estabilizar o ativo em 18 a 24 meses, com meta de TIR próxima a 20% e venda futura estimada entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões.
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