Esse instrumento estabelece critérios técnicos para classificar atividades sustentáveis. Além disso, direciona investimentos para ativos alinhados à transição para uma economia de baixo carbono.
No mercado imobiliário, essa iniciativa ganha relevância diante da complexidade de mensurar o desempenho ambiental ao longo de todo o ciclo de vida das edificações.
No mercado imobiliário, essa iniciativa ganha relevância diante da complexidade de mensurar o desempenho ambiental ao longo de todo o ciclo de vida das edificações.
Como a Taxonomia Verde no mercado imobiliário influencia investimentos e gestão de ativos?
A incorporação de critérios ESG, estruturados a partir de uma taxonomia, impacta diretamente a análise de risco e retorno dos empreendimentos.
Assim, ativos com melhor desempenho ambiental tendem a apresentar menor exposição a riscos regulatórios e de transição, reduzindo, por exemplo, a possibilidade de desvalorização prematura, conceito associado aos stranded assets (Weber et al., 2020).
Nesse contexto, a Taxonomia Verde no mercado imobiliário transforma a sustentabilidade em um fator econômico estratégico, influenciando decisões de investimento, financiamento e gestão de portfólio.
Como consequência, ativos sustentáveis tendem a apresentar maior eficiência operacional, maior atratividade para ocupantes e maior estabilidade de receita.
Esse movimento reflete uma demanda crescente por empreendimentos alinhados a padrões ambientais mais elevados, especialmente por parte de investidores institucionais.
Taxonomia Verde no mercado imobiliário e certificações ambientais
No Brasil, essa agenda avança com a estruturação da Taxonomia Sustentável Brasileira, alinhada ao Plano de Transformação Ecológica, além da expansão dos instrumentos de finanças sustentáveis.
Além disso, a Taxonomia Verde no mercado imobiliário fortalece o papel das certificações ambientais, como LEED, AQUA-HQE e EDGE, que padronizam a avaliação do desempenho ambiental das edificações, reduzem custos de informação e aumentam a confiança de investidores, ocupantes e instituições financeiras.
IPTU Verde fortalece a agenda de sustentabilidade
Paralelamente, instrumentos fiscais em âmbito municipal reforçam esse movimento ao incorporar incentivos econômicos voltados à sustentabilidade.
O IPTU Verde já se consolidou como uma prática internacional, adotada em cidades como Berlim, Dublin, Helsinque, Medellín e Bogotá, além de diversos municípios brasileiros.
Embora os modelos variem entre as cidades, observa-se uma lógica comum baseada em incentivos proporcionais ao desempenho ambiental das edificações.
Em São Bernardo do Campo, por exemplo, os benefícios são concedidos desde 2008 para imóveis com áreas vegetadas.
Já Guarulhos passou, mais recentemente, a oferecer descontos entre 5% e 20% para iniciativas como captação de água da chuva, coleta seletiva e telhados verdes.
Da mesma forma, Salvador concede reduções de até 10%, enquanto, em Cuiabá, os incentivos podem chegar a 25% de desconto no IPTU, o que reforça o compromisso dos municípios com a promoção de práticas mais sustentáveis no setor imobiliário.
O futuro da Taxonomia Verde no mercado imobiliário
Do ponto de vista econômico, esses instrumentos contribuem para internalizar externalidades positivas e reduzir o custo total dos empreendimentos sustentáveis, tornando-os mais competitivos.
Dessa forma, a Taxonomia Verde no mercado imobiliário promove uma convergência entre regulação, mercado financeiro e políticas públicas, consolidando a sustentabilidade como um dos principais fatores de geração de valor para o setor.
No contexto brasileiro, a tendência é que esse movimento se fortaleça nos próximos anos, com ativos sustentáveis ganhando relevância crescente nas estratégias de investimento e financiamento.
Assim, a Taxonomia Verde no mercado imobiliário deve desempenhar um papel cada vez mais importante na transformação do Real Estate e na consolidação das finanças sustentáveis no país.
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