Durante muito tempo, o conceito de workplace esteve associado somente aos escritórios corporativos.
Ao longo dos últimos anos, a criação de ambientes mais colaborativos, confortáveis e flexíveis ganhou espaço à medida que as organizações passaram a compreender a relação entre o ambiente físico, a experiência do colaborador e os resultados do negócio.
Atualmente, essa discussão ultrapassa os escritórios e chega com força às operações industriais e logísticas. Nesse cenário, fábricas, centros de distribuição e galpões passam a ser projetados com um olhar mais estratégico. O objetivo é considerar não apenas a eficiência operacional, mas também a experiência das pessoas que fazem essas operações acontecerem.
Esse movimento, por sua vez, é impulsionado por desafios cada vez maiores relacionados à escassez de mão de obra qualificada, à retenção de talentos e à necessidade de aumentar a produtividade sem comprometer a segurança e o bem-estar dos colaboradores.
O que é workplace no ambiente industrial?
Aplicar o conceito de workplace no ambiente industrial significa planejar espaços que conciliem eficiência operacional, segurança e experiência do colaborador.
Mais do que criar áreas de convivência ou modernizar instalações, trata-se de compreender como o ambiente influencia a rotina das equipes e, consequentemente, pode contribuir para melhores resultados.
Para isso, fatores como ergonomia, iluminação, conforto térmico, qualidade do ar, sinalização, fluxos operacionais, áreas de apoio, tecnologia e infraestrutura tornam-se parte da estratégia do negócio.
Assim, cada decisão de projeto pode impactar diretamente indicadores como produtividade, segurança, satisfação e retenção de profissionais.
A experiência do colaborador tornou-se um diferencial competitivo
Atualmente, a transformação digital, a automação e a evolução das operações industriais aumentaram a demanda por profissionais cada vez mais qualificados.
Nesse contexto, atrair e manter esses talentos tornou-se um dos principais desafios enfrentados pelas empresas.
De acordo com o estudo global REdefining the Industrial Workplace, desenvolvido pela Cushman & Wakefield com profissionais que atuam em operações industriais e logísticas ao redor do mundo, 77% dos empregadores do setor industrial enfrentam dificuldades para contratar profissionais qualificados.
Além disso, substituir um colaborador especializado pode representar um custo entre 50% e 200% do seu salário anual, reforçando a importância de estratégias voltadas à retenção de talentos.
Em relação à experiência dos colaboradores, a pesquisa também mostra que apenas 46% dos trabalhadores industriais afirmam ter uma experiência positiva no ambiente de trabalho. Além disso, somente 29% dizem manter níveis elevados de energia ao longo de toda a jornada.
Dessa forma, esses indicadores demonstram que investir na experiência do colaborador deixou de ser apenas uma iniciativa voltada ao bem-estar e passou a influenciar diretamente o desempenho das operações como um todo.
Experience-Based Working: uma nova abordagem para o ambiente industrial
Para responder a esses desafios, o estudo apresenta o conceito de Experience-Based Working (EBW).
A abordagem propõe que o ambiente de trabalho seja planejado considerando três dimensões integradas:
• Place: o ambiente físico, incluindo layout, infraestrutura, conforto, tecnologia e segurança.
• People: as necessidades, comportamentos e expectativas dos colaboradores.
• Performance: os resultados que a organização pretende alcançar, como produtividade, qualidade, retenção de talentos e eficiência operacional.
Quando esses três pilares são desenvolvidos de forma integrada, o ambiente deixa de ser apenas um espaço para execução das atividades. Como resultado, ele passa a contribuir diretamente para o desempenho da operação como um todo.
Onde concentrar os investimentos?
Um dos principais insights do estudo é que nem todos os investimentos geram o mesmo impacto na experiência dos colaboradores.
Após avaliar aproximadamente 40 categorias de investimentos relacionadas ao ambiente industrial, a pesquisa identificou que apenas 8 a 10 delas exercem influência significativa sobre a percepção dos profissionais.
Por isso, esse resultado reforça a importância de decisões baseadas em dados, priorizando iniciativas capazes de gerar benefícios concretos para colaboradores e empresas.
Em vez de ampliar indiscriminadamente os investimentos em infraestrutura, as organizações podem direcionar recursos para soluções mais estratégicas. Dessa forma, promovem melhorias na experiência diária das equipes e, ao mesmo tempo, nos indicadores operacionais.
Como aplicar o conceito de workplace em projetos industriais
Cada operação possui necessidades específicas. Ainda assim, alguns elementos vêm se consolidando como parte das melhores práticas para ambientes industriais e logísticos.
Entre eles, destacam-se:
- Layouts que favorecem fluxos operacionais mais eficientes;
- Postos de trabalho ergonomicamente planejados;
- Iluminação adequada para cada atividade;
- Conforto térmico e qualidade do ar;
- Áreas de descanso e alimentação compatíveis com a rotina operacional;
- Vestiários e infraestrutura de apoio aos colaboradores;
- Sinalização inteligente e foco na segurança;
- Integração entre tecnologia, operação e gestão das instalações.
Na prática, esses fatores contribuem para reduzir a fadiga e apoiar a segurança. Além disso, melhoram a experiência dos colaboradores e aumentam a eficiência das operações.
O papel do workplace na indústria do futuro
A evolução da indústria passa por temas como automação, inteligência artificial, digitalização e sustentabilidade. No entanto, mesmo diante desse cenário, as pessoas continuam sendo um dos principais ativos das operações.
Projetar ambientes que conciliem eficiência operacional e experiência do colaborador torna-se uma vantagem competitiva. Isso porque organizações que investem nessa estratégia aumentam sua capacidade de atrair e reter talentos, além de impulsionar a produtividade.
Mais do que uma tendência, o workplace no ambiente industrial representa uma mudança de perspectiva: compreender que o ambiente físico pode ser um elemento estratégico para impulsionar resultados de negócio.
Assim, à medida que os desafios da indústria evoluem, investir em espaços mais inteligentes, seguros e centrados nas pessoas deixa de ser apenas uma questão de infraestrutura e passa a integrar a estratégia de crescimento das organizações.
Conheça as soluções da Cushman & Wakefield para projetos industriais, workplace e desenvolvimento de ambientes corporativos, apoiando empresas na criação de espaços que unem eficiência operacional, experiência do colaborador e geração de valor para o negócio.
Confira o estudo completo aqui.