
Em um mercado cada vez mais orientado por eficiência operacional, ESG e redução de impactos ambientais, um galpão logístico sustentável se torna uma ativo mais preparados para o futuro.
Nesse cenário, a sustentabilidade já deixou de ser um diferencial e passou a ocupar papel estratégico no desenvolvimento de ativos logísticos.
É justamente nesse contexto que surge o BTS CLMA Marília
Certificado LEED v4 Core & Shell nível Gold, o empreendimento foi concebido desde as fases iniciais com foco em eficiência energética, gestão inteligente de recursos e integração entre arquitetura, engenharia e operação.
Além disso, mais do que atender critérios técnicos, o projeto demonstra como sustentabilidade pode gerar desempenho real e valor de longo prazo para ativos logísticos.
Sustentabilidade integrada desde o pré-design do galpão logístico
No BTS CLMA Marília, a sustentabilidade não foi incorporada posteriormente ao projeto do galpão logístico sustentável — pelo contrário, ela foi o ponto de partida.
Desde as etapas iniciais, o empreendimento adotou o Processo Integrativo, metodologia que conecta diferentes disciplinas para maximizar o desempenho ambiental ainda na fase de concepção.
Dessa forma, essa abordagem permitiu decisões mais eficientes relacionadas a:
- Consumo energético
- Drenagem
- Iluminação natural
- Preservação ambiental;
- Conforto operacional.
Como resultado, temos um ativo logístico mais resiliente, eficiente e alinhado às exigências atuais do mercado imobiliário, uma vez que atende aos critérios da certificação LEED.
Preservação ambiental como estratégia do projeto para um galpão logístico sustentável
Implantado em um terreno com mais de 137 mil m² em Marília (SP), o projeto preservou integralmente mais de 27 mil m² de áreas verdes, sem necessidade de supressão vegetal.
Consequentemente, em empreendimentos logísticos e industriais, essa decisão impacta diretamente:
- O microclima local
- A biodiversidade
- A permeabilidade do solo
- A redução de ilhas de calor
Além do benefício ambiental, o paisagismo estratégico também contribui para a qualidade do ambiente e para a eficiência do empreendimento ao longo de seu ciclo de vida.
Gestão inteligente de águas pluviais
Outro destaque do projeto na busca por um galpão logístico sustentável está na estratégia de drenagem e gestão hídrica.
Para isso, o BTS CLMA Marília conta com um sistema integrado de retenção de águas pluviais, incluindo:
- Bacias de retenção
- Áreas vegetadas
- Infiltração no solo
- Reaproveitamento hídrico
Ao todo, o empreendimento gerencia aproximadamente 1.977 m³ de água pluvial, reduzindo impactos urbanos e, ao mesmo tempo, contribuindo para a recarga dos aquíferos.
Além disso, essa solução reduz a dependência de água potável e reforça o compromisso do ativo com práticas sustentáveis e eficiência operacional.
Eficiência energética comprovada nos números
A eficiência energética foi um dos pilares centrais do empreendimento.
Nesse sentido, a simulação energética realizada para o projeto apontou:
54,4% de economia no consumo de energia;
redução equivalente nas emissões de gases de efeito estufa (GEE).
Como consequência, o desempenho garantiu 16 pontos no crédito Optimize Energy Performance da certificação LEED.
Entre as estratégias aplicadas, destacam-se:
Iluminação eficiente;
Otimização da envoltória;
Aproveitamento de luz natural;
Integração entre sistemas.
Iluminação natural e conforto operacional
Além disso, mais de 90% das áreas ocupadas do galpão contam com iluminação natural por meio de aberturas zenitais.
Dessa maneira, além da redução no consumo energético, a solução também impacta:
- Conforto visual
- Experiência dos ocupantes
- Produtividade operacional
- Qualidade do ambiente interno
O projeto também alcançou:
- Redução de 54% no DPI interno;
- Redução de 21% na iluminação externa.
Um novo padrão para galpões logísticos sustentáveis
Por fim, talvez o maior diferencial do BTS CLMA Marília não esteja em uma solução isolada, mas na integração de todas as estratégias aplicadas ao projeto.
Assim, cada decisão — desde a orientação do galpão até drenagem, paisagismo e iluminação — foi pensada para gerar eficiência ambiental e operacional de forma coordenada.
Como resultado, o empreendimento comprova como tipologias logísticas também podem ocupar papel de protagonismo na agenda ESG.
Mais do que uma certificação, o projeto reforça que sustentabilidade não deve ser vista como custo, mas sim como estratégia para geração de valor, eficiência e longevidade dos ativos imobiliários.
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