Dados da Cushman & Wakefield, divulgados pela Forbes, mostram que o resultado consolidado foi fortemente influenciado pela devolução de grandes áreas corporativas no período, especialmente na Vila Olímpia.
Apesar do saldo negativo da cidade, a demanda por ativos de alta qualidade permaneceu presente em importantes regiões corporativas de São Paulo.
Principais regiões mantêm demanda por escritórios
Entre abril e junho, Chucri Zaidan liderou a absorção líquida, com 7.628 m², seguida por Berrini, com 5.704 m², Faria Lima, com 4.042 m², e Chácara Santo Antônio, com 3.729 m².
Na direção oposta, a Vila Olímpia registrou absorção líquida negativa de 14.269 m², sendo a região mais impactada pelas grandes devoluções ocorridas durante o trimestre.
O levantamento da Cushman & Wakefield acompanha trimestralmente 137 edifícios de escritórios classe A e A+, totalizando mais de 3 milhões de m² distribuídos pelas 12 principais regiões corporativas de São Paulo.
Preços de locação retomam trajetória de valorização
Mesmo diante da absorção negativa, o preço médio pedido de locação atingiu R$ 148,25/m²/mês no segundo trimestre, retomando a trajetória de valorização após a retração observada no período anterior.
A Faria Lima permaneceu como a região mais valorizada, com preço médio pedido de R$ 293,08/m²/mês, enquanto Pinheiros chegou a R$ 267,61/m²/mês e Vila Olímpia a R$ 194,80/m²/mês.
A taxa de vacância do mercado analisado encerrou junho em 11,4%, apresentando leve aumento em relação ao trimestre anterior.
Novo estoque deve ampliar a oferta no segundo semestre
Após um trimestre sem novas entregas nas regiões monitoradas, o mercado deve entrar em um novo ciclo de expansão da oferta.
O pipeline identificado pela Cushman & Wakefield soma aproximadamente 384,5 mil m² em construção, com projetos concentrados principalmente em Chucri Zaidan, Chácara Santo Antônio, Itaim, Rebouças, Pinheiros e Faria Lima.
Parte relevante desse novo estoque já possui contratos de pré-locação, o que pode reduzir o impacto das futuras entregas sobre a vacância. A entrada de edifícios mais modernos também tende a ampliar a competição entre os ativos e criar oportunidades para empresas que buscam espaços corporativos mais eficientes e de maior qualidade.