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Notas de Mercado - Junho

Jadson Andrade • 7/22/2020
Cushman & Wakefield apresenta os indicadores de junho do mercado imobiliário corporativo

Nota de Mercado - Junho

São Paulo apresenta bom resultado no preço médio pedido e Rio de Janeiro fecha mês com absorção líquida positiva

Região da Chucri Zaidan puxa bom resultado no preço médio pedido em São Paulo 

O mercado de escritórios de São Paulo, nas principais regiões comerciais da cidade, apresentou bons resultados no preço médio pedido no mês passado, atingindo R$ 90,85 (+R$ 1,35 MoM). “Trata-se de um excelente resultado, uma vez que o mercado não registrou pedidos de locação acima de R$ 90,00 m²/mês desde 2018”, destaca Jadson Andrade, Head de Pesquisa e Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield. Esse aumento está associado principalmente à região da Chucri Zaidan, que registrou um aumento de R$ 2,30 devido à entrega do edifício RiverView Corporate Tower (43,6 mil m²), que estava fora do mercado para modernização (retrofit) e retornou em junho.

Por outro lado, a taxa de vacância registrou um resultado negativo, principalmente devido à grande entrega na região da Chucri Zaidan, além de saídas significativas que registraram uma absorção líquida de -10,1 mil m², ambos resultados impactaram negativamente a taxa de vacância, que também atingiu o número mais alto do ano, fechou em 18,2% (+ 1,44 pp MoM). Destaque para as regiões da Berrini e Pinheiros, com absorção líquida negativa de -7,1 mil m² e -4,9 mil m², respectivamente. No entanto, as únicas regiões que apresentaram vacâncias menores do que as de maio foram: Paulista, com 9,6% (-0,5 pp MoM), Vila Olímpia, com 12,8% (-0,3 pp MoM) e Santo Amaro, com 59,9% (-2 pp MoM).

Aluguéis fechados antes da pandemia estimulam resultado positivo no Rio de Janeiro 

O mercado nas principais regiões comerciais do Rio de Janeiro encerrou o mês de junho com uma absorção líquida positiva de 6,4 mil m², com as ocupações de empresas que efetivaram o aluguel antes da pandemia de COVID-19, em edifícios na região do Centro perto do metrô da Carioca.

Por outro lado, foram registradas reduções de áreas de empresas de petróleo em edifícios como Porto Brasilis e Lagoa Corporate. Em relação ao segundo trimestre do ano, a absorção líquida atingiu 9,8 mil m² positivos, contra 2,5 mil m² negativos registrada no final do primeiro trimestre. O mês de junho encerrou com uma taxa de vacância de 33,39%, uma queda de 0,42 p.p. (MoM). Todavia, o mês de junho também se destacou por registrar o menor valor desde agosto de 2016 (32,54%). 

Rio de Janeiro segue em recuperação após registrar locações recentes, entretanto, o preço médio pedido caiu 0,64%, atingindo R$ 93,82 por m²/mês, devido às absorções em edifícios com preços elevados.

Mercado logístico de SP surpreende e apresenta maior absorção líquida no ano 

O panorama do mercado logístico de São Paulo apresentou um importante reaquecimento diante de um cenário adverso para o país. O estado registrou a sua maior absorção líquida do ano, assim como a maior desde abril do ano passado (111.3 mil m²). Portanto, todo o estado registrou no mês de junho 96.2 mil m², que foram concentrados nos mercados de Barueri (26,2 mil m²), Jundiaí (24,9 mil m²) e Guarulhos (23,9 mil m²).

Como resultado de uma grande absorção líquida positiva e sem novo estoque entregue este mês, a taxa de vacância teve uma queda de 1.07 p.p. em relação ao mês anterior, fechando junho com 17,58%. O preço pedido também obteve uma redução de 0,4% em comparação a maio, terminado o mês com R$18.76 m²/mês. A maior variação negativa no preço foi em Jundiaí (-2,0%), enquanto Campinas (1,6%) obteve a maior variação positiva.

Rio de Janeiro tem segunda maior absorção líquida no ano 

O mercado logístico no Rio de Janeiro registrou uma absorção líquida positiva de 28.2 mil m² em junho, sendo a segunda mais alta do ano. Grande parte dessa absorção se deve à entrega de 30 mil m² em Pavuna, com 80% da área já pré-locada.

A taxa de vacância no estado apresentou uma leve queda, fechando o mês em 21,25%, um decréscimo de 0,22 p.p. comparado ao mês anterior. Após apresentar dois meses consecutivos de queda na taxa de vacância, o preço pedido obteve um aumento de 0,5% em relação a maio, encerrando o período em R$ 20,60 m²/mês.

 

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