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Nota de Mercado - Agosto

Jadson Andrade • 9/28/2020
Confira todos os indicadores do mercado imobiliário corporativo de São Paulo e Rio de Janeiro em agosto.

nota de mercado agosto

INDUSTRIAL

São Paulo 

O segundo semestre de 2020 para o mercado logístico de classe A e A+ de São Paulo segue demonstrando que o setor reage positivamente. Em agosto, o estado registrou a segunda maior entrega de novo estoque no ano, cerca de 125,3 mil m². Os novos empreendimentos estão localizados em Barueri e Jundiaí, regiões que junto com Embu registraram as maiores absorções do mês, com 14,6 mil m², 13 mil m² e 13,2 mil m³ respectivamente.

Mesmo com uma absorção líquida total de 55,9 mil m² a taxa de vacância aumentou 0,5 p.p. se comparada ao mês anterior e atingiu 17,54% em agosto. O aumento da vacância auxiliou na queda do preço pedido, fechando o mês em R$ 18,62 mês/m², queda de 0,3% em relação a julho. As maiores quedas nos preços foram em Ribeirão Preto e Atibaia, com variações negativas de 5,7% e 4,7% respectivamente.

Rio de Janeiro 

O mercado logístico classe A e A+ do Rio de Janeiro sofreu uma desaceleração comparado aos meses anteriores. Depois de registrar absorções líquidas elevadas nos últimos 3 meses o estado obteve apenas 110 m² de absorção líquida em agosto. Apenas Duque de Caxias e Queimados/Seropédica registraram movimentações de inquilinos.

Desse modo, com uma absorção líquida baixa e sem novo estoque, a vacância continuou a mesma do mês passado em 20,20%. Entretanto, Queimados/Seropédica diminuiu sua vacância em 2,6 p.p em relação a julho, pois houve uma ocupação recente de mais de 6 mil m² na região. Por fim, o preço pedido teve ligeiro aumento de 0,1% em relação ao mês passado e fechou agosto com R$ 20,76 mês/m².

OFFICE

São Paulo 

Após dois meses de absorções líquidas negativas, o mercado CBD das classes A e A+ de São Paulo teve a absorção líquida positiva de 8,4 mil m², relacionada principalmente à grande ocupação de 24 mil m² do edifício TEK Nações Unidas pela Prevent Senior. Por conta disso, a taxa de vacância da cidade caiu em relação ao mês anterior, chegando a 19,5% (-0,2 p.p. MoM). Além disso, a vacância da região da Marginal Pinheiros apresentou seu menor valor desde 2014, com 28,3% (-10,4 p.p. MoM). Por outro lado, a Berrini foi a região que apresentou o aumento mais expressivo na vacância, fechando em 20.1% (+2,2 p.p. MoM), porém isso ocorreu devido à uma saída já programada, que deve ser compensada nos próximos meses com uma absorção positiva.

Os preços médios pedidos se mantiveram altos e acima da casa dos R$100, seguindo a tendência do mês passado, e chegaram a R$ 101,12/m². A região da Faria Lima ainda registra o maior preço da cidade, com a média de R$ 188,93/m². Adicionalmente, não houve entrega de novos empreendimentos em agosto, porém espera-se a entrega de 24,4 mil m² até o final do ano.

Rio de Janeiro 

O mercado CBD de classes A e A+ do Rio de Janeiro continua em uma desaceleração na movimentação de inquilinos no mês de agosto. O período atual apresentou absorção líquida negativa (-715 m²) devido a baixa atividade nos meses anteriores além da saída de inquilinos na Zona Sul e Centro, aumentando a taxa de vacância em 0,05 p.p. (MoM). Por outro lado, é esperada uma grande ocupação até o final do ano na região do Porto Maravilha e Centro, o que trará um resultado positivo após a pandemia.

O preço pedido no Rio de Janeiro continuou na mesma tendência, e apresentou queda de 0,45% (MoM) em relação ao mês anterior, principalmente devido diminuição no valor pedido em importantes edifícios na região central, chegando a R$ 93,22/mês.