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Boom do e-commerce

6/8/2021
Sem dúvida um dos setores que ganharam maior expansão com a pandemia dado o aumento vertiginoso das vendas por e-commerce foi o de centros de distribuição e logística. Nos últimos meses, as medidas de restrição de circulação e o fechamento do comércio físico para conter o avanço da Covid-19 levaram o público consumidor em geral a optar massivamente por compras on-line e serviços de entrega. Conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, em 2020 o faturamento do setor ficou 37% acima do previsto antes do início da pandemia, com uma alta acima de 60% comparado ao ano anterior.

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Como reflexo disso, a importância de galpões e centros de distribuição com localização estratégica e infraestrutura moderna e adequada ficou ainda mais reforçada, despertando a atenção do mercado imobiliário. Nas últimas décadas já se observava uma expansão constante desse tipo de imóvel, sejam unidades isoladas ou em condomínios industriais e logísticos localizados nos arredores dos grandes centros, no entroncamentos das principais rodovias ou próximo às principais áreas industriais e portuárias.


Agora, como o aquecimento da demanda parece ter passado de tendência a fato, o cenário promissor tem estimulado investidores e empreendedores a apostar tanto em novas aquisições quanto no aprimoramento de seu inventário buscando ampliar a capacidade de estoque, aprimorar as plataformas de carga e descarga e as áreas administrativas e de manuseio, e, sobretudo, investir em infraestrutura de tecnologia. E essa certamente não é uma onda passageira.

E nesse cenário, uma tendência que merece atenção especial é o aumento significativo e constante no número de empreendimentos de condomínios logísticos que abrigam diversos galpões e contam com uma ampla infraestrutura que lhes permite atender a uma gama variada de clientes. São empresas de pequeno, médio e grande porte que têm acesso ao recursos como segurança especializada, sistemas de armazenagem, geradores, e infraestrutura tecnológica dentre outros. São diferenciais que nem sempre estão disponíveis em unidades monousuário e que representariam um investimento pesado demais para uma empresa varejista por exemplo. Investidores e empreendedores certamente estão atentos a isso.