Economia: Crescimento Sustentado E Convergência Da Inflação
Espera-se que o desempenho económico de Portugal se mantenha resiliente em 2026 e 2027, apesar de um ambiente internacional menos favorável. De acordo com a Moody's Analytics, prevê-se que o PIB cresça 1,9% em 2026 e 2,0% em 2027, reflectindo uma expansão económica sólida, ainda que moderada. O crescimento será impulsionado principalmente pela procura interna, enquanto se espera que um ambiente externo desafiante continue a condicionar a actividade económica global. O agravamento das pressões externas deverá fazer subir a inflação em 2026, atingindo os 3,2%. À medida que estas pressões diminuam e o crescimento dos custos laborais abrande nos anos seguintes, prevê-se que a inflação convirja gradualmente para o objectivo do Banco Central Europeu, atingindo 2,1% em 2028. As condições do mercado de trabalho deverão permanecer favoráveis, com a taxa de desemprego a descer ligeiramente de 5,8% em 2026 para 5,6% em 2027, o que reflecte a resiliência continuada do mercado de trabalho, apesar de uma moderação no crescimento do emprego.
Investimento: Volume De Investimento No Primeiro Semestre Com Uma Subida Homóloga De 13%, Com A Hotelaria A Ser O Maior Impulsionador
O investimento em imobiliário comercial atingiu €473 milhões no segundo trimestre de 2026, contribuindo para um volume acumulado de €1.375 milhões no primeiro semestre do ano, o que representa um aumento de 13% face ao mesmo período de 2025.
As três maiores transacções representaram mais de 60% do montante total investido no segundo trimestre. Os investidores internacionais forneceram 76% do capital investido no segundo trimestre e 56% no primeiro semestre do ano.
A hotelaria foi o maior impulsionador para a actividade de investimento no segundo trimestre de 2026, representando 37% do volume total investido durante o trimestre – com a venda do Corinthia Lisboa Hotel (72%) por aproximadamente €150M a constituir a maior transacção.
Seguiu-se o sector Industrial & Logística, que representou 28% do investimento total no segundo trimestre, com a venda do Project NAU da Blackstone à Sagax por €90M a ser a maior transacção neste sector.
A actividade de retalho foi inferior à do trimestre anterior, representando 16% do volume total investido no segundo trimestre de 2026, sustentada principalmente pela venda do Aqua Portimão (50%). Os activos alternativos continuaram a ganhar destaque durante o trimestre, nomeadamente os activos de residências sénior. O investimento em escritórios manteve-se relativamente contido, reflectindo a postura cautelosa dos investidores.
No segundo trimestre de 2026, as yields prime mantiveram-se estáveis em todos os sectores. Estes valores situam-se actualmente em 5,00% para escritórios, 4,00% para comércio de rua, 5,50% para logística, 6,15% para centros comerciais e 6,40% para retail parks.