Economia: Crescimento Sustentado E Convergência Da Inflação
Espera-se que o desempenho económico de Portugal se mantenha resiliente em 2026 e 2027, apesar docontexto internacional menos favorável. De acordo com a Moody's Analytics, prevê-se que o PIB cresça 1,9% em 2026 e 2,0% em 2027, refletindo uma expansão económica constante, ainda que moderada. O crescimento será impulsionado sobretudo pela procura interna, enquanto se prevê que um contexto externo desafiante continue a condicionar a atividade económica global. O agravamento das pressões externas deverá elevar a inflação em 2026, para 3,2%. À medida que estas pressões se dissipem e o crescimento dos custos laborais abrande nos anos seguintes, prevê-se que a inflação venha a convergir gradualmente para o objetivo do Banco Central Europeu, atingindo 2,1% em 2028. As condições do mercado de trabalho deverão manter-se favoráveis, com a taxa de desemprego a descer ligeiramente de 5,8% em 2026 para 5,6% em 2027, o que reflete a resiliência continuada do mercado de trabalho, apesar de uma moderação no crescimento do emprego.
Procura: O Arrendamento De 9.000 M² Pela iCapital No Edifício da Sede Da Fidelidade Foi A Maior Transação Do Trimestre
O mercado de escritórios da Grande Lisboa registou 41 novas transações no segundo trimestre de 2026, com uma absorção de 38.050 m². Este resultado elevou o volume total de absorção do primeiro semestre para 66.910 m², o que representa uma quebra homóloga de 20%.
As principais transações do trimestre incluíram a ocupação de 9.000 m² pela iCapital na Sede da Fidelidade – Av. Álvaro Pais, o arrendamento da área total (3.470 m²) do República 24 por um inquilino confidencial do setor da saúde, e o arrendamento de 3.230 m² pelo Boston Consulting Group no Campo Novo – Edifício 1 (zona 3).
O CBD (zona 2) representou 36% da procura total, com uma absorção de 13.780 m², seguido pelas Novas Áreas de Escritórios (zona 3) com 18% da absorção total no T2 2026. O setor das TMT’s e Utilities dominou a distribuição setorial, representando 41% da absorção do trimestre, seguido pelo setor Farmacêutico e da Saúde, que correspondeu a 12%.
A taxa de desocupação corrigiu ligeiramente em baixa face ao trimestre anterior, situando-se nos 6,6%. A atividade de promoção imobiliária continua a responder à escassez de oferta de qualidade, com 2 edifícios concluídos no T2 2026, acrescentando 47.900 m² ao stock de escritórios da Grande Lisboa.
No que respeita à oferta futura, prevê-se a conclusão de 272.750 m² nos próximos três anos, dos quais 204.430 m² se encontram atualmente em construção, com 20% desta área já pré-ocupada.
Rendas: O Corredor Oeste Regista O Único Aumento De Renda Prime
Em comparação com o trimestre anterior, as rendas prime na Grande Lisboa mantiveram-se estáveis na maioria das zonas, com a renda prime do CBD (Zona 1) fixada em €32,00/m²/mês. O Corredor Oeste (Zona 6) foi a única zona a registar um aumento, atingindo €17,50/m²/mês.